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A Gota D' água
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Coisas boas, ruins, pretensões, aspirações, medos, manias, alegrias, curiosidades e tudo mais que der na telha.
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Terça-feira, Abril 27, 2004
Ponto de Vista
Andando, tropecei
Aquela flor eu vi
Linda. Amei
Levantando, pensei
Quanto mais me atentar
Menos verei
***
Por e-mail:
1. pegue o livro mais próximo de você
2. abra o livro na página 23
3. ache a quinta frase
4. poste o texto em seu blog junto com estas instruções
"Quero é ficar com alguns poemas tortos"
Quer conferir? Mário Quintana - Antologia Poética
:: ALEXANDRE CARRASCO
14:31# Chute o Balde:
Segunda-feira, Fevereiro 02, 2004
:: ALEXANDRE CARRASCO
17:48# Chute o Balde:
Quinta-feira, Janeiro 22, 2004
Deus existe? Prove-me
Deus! Por acaso esta criatura não é aquela onipotente e onipresente que o cristianismo prega que pode fazer todas as coisas. Dizem que ele manda em tudo, o que ele quer acontece. Será que é verdade? Eu não coloco minha mão no fogo!
O incauto leitor pode estar assustado, mas não se apavore. Não sou nenhum anticristo ou perturbador da ordem, exceto por algumas travessuras na escola ou algumas infrações de trânsito, fatos comuns, mas que não são motivos de meu orgulho. Apenas não sou cristão, sou agnóstico.
Agnóstico, para aqueles que não sabem ou confundem, não é aquela pessoa que não acredita em Deus, este é o ateu. Apenas não vejo a presença de Deus em todas as coisas como Santo Agostinho, sinto que Deus existe como minha mãe ou consegui perceber que raciocinando eu chego à existência de Deus, como Descartes, por isso sou agnóstico. O agnóstico apenas não pode admitir sua existência, pois não consegue prová-la. Assim, não posso afirmar que Deus exista e nem que ele nem exista. Ok?
E quer saber porque sou agnóstico? Simplesmente porque nunca vi um carro que contém os dizeres "Propriedade exclusiva de Jesus" ou "Este veículo é guiado por Jesus" ter seu IPVA pago por ele ou os pontos referentes às multas de rodízio serem enviados para seu representante lá no céu.
Não creio que ele exista, pois eu sei das atrocidades que seus representantes fizeram e ainda fazem em seu nome e porque ele nunca apareceu para mim ou me salvou de qualquer coisa que eu não tivesse que rebolar para sair ou simplesmente porque já fui assaltado algumas vezes e eu não creio que eu tenha saído vivo por sua causa, mas sim porque tinha o que os ladrões queriam na hora certa e que de modo algum caiu do céu.
E em verdade vos digo, tenho certeza que se ele existir mesmo e ele for tão justo como falam, eu e minhas peripécias teremos um lugar muito mais adequado no paraíso do que qualquer destes indivíduos acima citados.
:: ALEXANDRE CARRASCO
19:03# Chute o Balde:
Terça-feira, Novembro 18, 2003
Definitivamente, regime não!
Talvez nem todos me entendam, mas creio que ao menos por parte das mulheres terei uma certa compaixão, pois muitas sabem o que é fazer regime e já o tentaram.
Regimes são técnicas preparadas por magricelas sádicos para maltratar indivíduos com pesos acima do normal. Sei que nem todos que o fazem estão com o peso acima do normal e nem correm algum perigo, o que leva a ferramenta a ser utilizada também por idiotas que não querem que apareça a marca da barriga na camisa. Como eu!
Por definição, se iniciam na segunda (dia em que iniciei o meu) e acabam apenas quando o objetivo tiver sido alcançado ou a fase masoquista for superada pela gula, sendo a segunda opção a mais freqüente.
A técnica possibilita diversas variações que variam desde as mais elementares como fechar a boca até as que envolvem avançadas cirurgias e sofisticados medicamentos, os quais normalmente requerem cuidados médicos. No meu caso, optei pela dupla salada e grelhados e logo no segundo dia descobri que o fazedor de regime (não os que o fazem por necessidade, claro!) é um mártir por excelência. Ele é o único ser na face da Terra capaz de achar graça em um prato cheio de alface com um frango grelhado e um pedaço de mamão de sobremesa e ainda saborear o mesmo prato por meses.
Para melhorar e incentivar o meu regime, no almoço de hoje, minha alface saiu andando. Sempre me disseram que pratos coloridos eram bons, saudáveis, mas nunca me disseram nada sobre pratos verdes acompanhados de taturanas. Não sei se engordaria ou até mesmo seria saboroso, mas antes que o fato volte a ocorrer, volto para minha dieta comum, ou seja, tudo que me der vontade e que de preferência já tenha matado todas as taturanas nele contidas. Mesmo que isso signifique engordar!
:: ALEXANDRE CARRASCO
23:54# Chute o Balde:
Quinta-feira, Novembro 06, 2003
É tão impossível ser apenas amigo de alguém do sexo oposto?
Fui envolvido, nesta semana, em um dramalhão daqueles dignos das grandes novelas mexicanas. A palhaçada foi tanta que além de me trazer algum desconforto, me levou até a pensar e repensar sobre as regras que regem uma amizade, principalmente se esta for com alguém do sexo oposto.
Amizades não brotam como árvores e nem aparecem como num passe de mágica. Elas são frutos de anos de investimentos em nossos relacionamentos pessoais, resultado de sacrifícios, de alegrias, de confiança e de cumplicidade compartilhada, normalmente durante longo tempo. Os amigos estão conosco, compartilham sonhos, medos e dúvidas. Assim sendo, pergunto-me qual mal há se este amigo for alguém do sexo oposto?
Sua resposta é nenhum? Você é dos meus. Pena que nem todos pensam desta forma e acabam por deturpar fatos que colocam em risco justamente a amizade, citada lá em cima e que eu disse que é fruto de confiança e cumplicidade.
Atualmente trabalhamos juntos, vamos aos mesmos lugares, realizamos os mesmos trabalhos, estudamos os mesmos cursos, praticamos os mesmos esportes e temos a mesma profissão, obtendo sucessos e resultados semelhantes. A relação com pessoas do sexo oposto está aí e não podemos voltar atrás. Ela deixou de ser opcional, é necessária se mesmo assim você insiste em achar que amizades com pessoas do sexo oposto não acontecem, o único conselho que tenho a dar é que faça uma visita ao sex shop e compra um aparelhinho que lhe ajude na masturbação. Você pode precisar dele durante algum tempo!
:: ALEXANDRE CARRASCO
00:39# Chute o Balde:
Terça-feira, Novembro 04, 2003
Plágio (14)
Aula de Geometria
(Djalma Andrade)
"Dois planos paralelos nao se encontram.
Mas tu bem ves que a geometria mente
Quantos planos fizemos nos dois juntos!
Para encontrar-nos paralelamente ?"
:: ALEXANDRE CARRASCO
07:29# Chute o Balde:
Segunda-feira, Novembro 03, 2003
Seção Brega (23)
Chuveiro (Bozo)
Atenção criançada
Todo mundo em direção ao chuveiro
Para tomar um banho e ficar bem limpinho
Lavando bem o corpinho por fora e por dentro
Vamos lá criançada
Era um menino que não gostava
Pra tomar banho sempre chorava
Brincava muito o tempo inteiro
E no banheiro ele cantava
Chuveiro, chuveiro
Não faça assim comigo
Chuveiro, chuveiro
Não molha o seu amigo
Lavando por fora e por dentro também
O sabão, lava o meu rostinho
Lava os meus pezinhos
Lava as minhas mãos
Mas Jesus, pra me deixar limpinho
Quer lavar meu coração
Quando o mal faz uma manchinha
Eu sei muito bem quem pode me limpar
É Jesus eu não estou com nada
Tudo ele pode apagar
Vamos lá criançada
Lavando o corpinho por toda também
Chuveiro, chuveiro
Não faça assim comigo
Chuveiro, chuveiro
Não molha o seu amigo
E lave atrás das orelhas
E lave bem esse pé
Lave também a poupança
Porquinho você não é
Chuveiro, chuveiro
Não faça assim comigo
Chuveiro, chuveiro
Não molha o seu amigo
Lavando por dentro agora
O sabão, lava o meu rostinho
Lava os meus pezinhos
Lava as minhas mãos
Mas Jesus, pra me deixar limpinho
Quer lavar meu coração
Quando o mal faz uma manchinha
Eu sei muito bem quem pode me limpar
É Jesus eu não estou com nada
Tudo ele pode apagar
Chuveiro, chuveiro
Não faça assim comigo
Chuveiro, chuveiro
Não molha o seu amigo
Por dentro
O sabão, lava o meu rostinho
Lava os meus pezinhos
Lava as minhas mãos
Mas Jesus, pra me deixar limpinho
Quer lavar meu coração
Chuveiro, chuveiro
Não faça assim comigo
Chuveiro, chuveiro
Não molha o seu amigo
Por dentro
O sabão, lava o meu rostinho
Lava os meus pezinhos
Lava as minhas mãos
Mas Jesus, pra me deixar limpinho
Quer lavar meu coração
:: ALEXANDRE CARRASCO
00:07# Chute o Balde:
Domingo, Novembro 02, 2003
A Gota D'água - O Retorno
Recomeço? Talvez!
Pensando melhor, palavrinha feia esta! Não acham? Chega a impor um suposto fracasso e não foi o que aconteceu, apenas vieram outras prioridades. E no caso esta foi o trabalho. Aquela tarefa chata e árdua, mas que se não for realizada as contas não são pagas.
Então, trocando os verbetes, falaremos a partir de agora em continuidade, nunca de recomeço a não ser que esta seja a real situação.
E falando em continuidade, a falta dela me fez perder a oportunidade de me indignar com a passagem da Benedita para a Argentina (que diga-se alto e em bom som, renderia boas piadas), rir da palhaçada (ou galinhada?) da Romário, reproduzir verídicos e engraçados diálogos curiosos, me indignar com a falta de água aqui em Sampa e publicar inesquecíveis breguices daquelas que a gente canta no banheiro mas não tem coragem de admitir, entre tantas outras peripécias estampadas em nosso jornais e ocorridas no dia a dia.
Sei que por instantes estarei falando sozinho. Pensando, refletindo e escrevendo às moscas, mas se isso hoje ocorre, a culpa é toda minha. Ou melhor, da minha necessidade de dar o melhor de mim para um mundo que pouco acredito, mas que creio que possa mudar e faço o possível para que isso ocorra.
Cabe-me agora voltar a espiar buracos de fechadura, roubar os jornais do vizinho e espiar as notícias na NET entre um e outro trabalho e quem sabe assim tentando (e tomara que não seja inutilmente) restabelecer minha credibilidade (se é que um dia tive).
Até que eu volte a postar na mesma freqüência de antigamente peço às moscas e aos poucos e remanescentes leitores que por aqui ainda rondam que não me deixem só (embora eu não tenha aquilo roxo) e deixem um comentariozinho aí embaixo, daqueles que nem precisam ser muito longos mas que me deixam cheio de felicidade.
Estou de volta...
Começar de novo, e contar "comigo", vai valer a pena ter amanhecido ...
(Ivan Lins)
:: ALEXANDRE CARRASCO
14:59# Chute o Balde:
Sexta-feira, Setembro 26, 2003
:: ALEXANDRE CARRASCO
07:02# Chute o Balde:
Quinta-feira, Setembro 25, 2003
Surfando (5)
A seção surfando vai, demora a voltar, mas ela existe e para desespero de todos que lêem este blog, ela volta. O motivo é simples, ela só volta quando temos algo bom a contar, encontrado na internet e por acaso. Assim, posso dizer que encontrei, hoje, algo maravilhoso.
Quem não se lembra do Marcelo Tas? Se você tiver a minha idade, certamente irá se lembrar do professor Tibúrcio do "Rá-Tim-Bum". Se for mais velho, irá se lembrar do Ernesto Varela, o Repórter. E claro, se for mais novo se lembrará do programa Vitrine da TV Cultura e do finado e maravilhoso Blog do Tas, que era transmitido pela Brasil 2000 (ainda tenho rancor da Brasil 2000 por ter tirado o programa do ar).
Pois é, antes que você me xingue e me pergunte: -Cadê a novidade? Eu digo. É o novo site do Marcelo Tas na UOL. Tem alguns textos, vídeos, entrevistas, fotos e o melhor: O BLOG, que espero, seja tão bom quanto o raramente atualizado blog do programa.
Se mesmo depois da minha descrição você ainda não se convenceu a visitar o site. Andou falando que está sem tempo e que nunca gostou dele. Entresó um pouco, nem que seja para ver apenas o vídeo do Ernesto Varela, onde ele pergunta ao nosso querido Paulo Maluf:
-"Como é o Paulo Maluf por dentro?"
Tendo como resposta a seguinte frase:
-"Por dentro, sou uma alma pura que trabalhou muito pelo povo, trabalhou muito pelos outros e espera uma misericórdia de Deus."
Duvido que agora você tenha argumentos para não visitar. Creio que pelo menos boas risadas eu garanto com minha dica.
:: ALEXANDRE CARRASCO
03:06# Chute o Balde:
Quarta-feira, Setembro 24, 2003
Eu gostei, procure evitar (11)
Outro dia ouvi um amigo criticando o cinema francês. Dizia que era chato, pedante e que se preocupava em ser cult, mesmo que para isso signifique que ele não seja entendido e nem agrade ao público. Concordei em parte, mas pedi que visse dois filmes: o primeiro era o "Fabuloso Destino de Amélie Poulain" e o segundo "Gregoire Moulin contra a humanidade". Eram filmes que correspondiam ao gosto do meu amigo e que mesmo assim, continuavam sendo muito bons.
Hoje possuo mais um filme para incluir na lista do meu amigo, "Bem me quer, mal me quer". Da mesma atriz de "Amélie Poulain", Audrey Tautou, o filme não tem nada de chato ou pedante, além de possuir um ótimo roteiro, ser dinâmico e alegre. Ele faz com que as pessoas (principalmente as mulheres) se identifiquem, pensem, passem raiva e se divirtam.
O começo é simples, bem ao estilo das comédias românticas norte-americanas não chega a empolgar. Angeliqué (Tautou) é um jovem e promissora artista plástica que trabalha de babá e garçonete, tem uma fiel amiga e um rapaz apaixonado por ela. Apaixonada por Loïc, um renomado cardiologista, casado e prestes a ser pai, Angeliqué espera que ele se separe da mulher para que poder casar-se com ele.
Loïc parece apenas usar a coitadinha, desprezando-a e enganando-a. Porém, este é o ponto de vista de Angeliqué. E é aí que as coisas mudam e entendemos perfeitamente o que Einstein queria dizer, na sua teoria da relatividade, que tudo depende do referencial, ou no nosso caso, do ponto de vista. Sendo esta diferença o ponto mais importante e o que faz do filme, uma maravilha.
Ficha Técnica:
"À la Folie... Pas du Tout" (Bem me quer, Mal me quer). Romance. França/2002. Duração: 92 minutos.
Direção: Laetitia Colombani
Roteiro: Laetitia Colombani e Caroline Thivel
:: ALEXANDRE CARRASCO
06:47# Chute o Balde:
Terça-feira, Setembro 23, 2003
Para uma menininha inexperiente (2)
Se você, menininha inexperiente, ainda acha que dar uma cantada em um homem é coisa de mulher atirada, que não é romântico e que se fizer isso perderá seu valor, eu falo com conhecimento de causa que você está ultrapassada e que está fadada a ter um namorado daqueles chatos e machistas, que desprezam a relação e tem como sonho vê-las na pia ou fogão. E antes que me diga que eu estou errado vou te contar a cantada que vi hoje, em uma livraria, ali na Paulista, em uma pessoa que posso dizer, conheço tanto quanto me conheço.
Tudo começou em uma livraria, ele estava vendo livros quando duas meninas comentam alto que todo homem deveria ter uma mulher para não ter que ir trabalhar com a gravata torta.
Percebendo a provocação e percebendo que sua gravata estava torta, ele entortou mais a gravata. Aproximou-se da menina. Desculpou-se por incomodar sendo iniciada a seguinte conversa:
- Ouvi seu comentário e concordo totalmente com o que disse. Você poderia me ajudar?
- Mas o comentário poderia não ser sobre você !
- Mesmo assim, reitero o que disse e pergunto se pode me ajudar.
- Só arrumar a gravata?
- Digamos que este seja o primeiro passo.
- Primeiro pressupõe um segundo.
- Sim, o segundo depende de você.
Ela abriu a carteira, pegou um cartão, colocou no bolso do rapaz, arrumou sua gravata e disse:- Fiz a minha parte!
E saiu andando, sem olhar para trás.
De forma simples, sutil e elegante. Ela não só conseguiu o que queria, como também deixou o rapaz bobo com sua atitude ao mesmo tempo atrevida e inteligente. Deixo aqui uma pergunta. Esta mulher consegue ou não o que quer?
Para os que responderem não. Pare e pense, pois talvez esteja na hora, de rever seus conceitos.
:: ALEXANDRE CARRASCO
01:22# Chute o Balde:
Quinta-feira, Setembro 18, 2003
Diálogos Curiosos (12)
Ligia- Não posso largar o Aikidô. Lá eu me sinto bem. O Aikidô é meu fio Terra.
******
Diálogos Curiosos (11)
Marcela- Carrasquinho, o que você faz?
Alexandre- Eu trabalho e estudo.
M- O que você faz no trabalho?
A- É complicado!
M- Mas fala, vai!
A- Está bem! Eu vejo o trabalho das pessoas e estudo uma forma de elas fazerem ele melhor. Vejo se o que elas fizeram está correto e se não estiver eu ensino e peço para as pessoas refazerem.
B- Então você não faz nada.
A- Como assim nada?
B¿ Você só olha se os outros estão trabalhando e dando mais trabalho para eles.
:: ALEXANDRE CARRASCO
00:57# Chute o Balde:
Quarta-feira, Setembro 17, 2003
Seção Brega (22)
Wildfire (Cavalo de Fogo)
Once upon a dream I think I,
Lived inside a fairy tale,
Where someone brave was lost,
And some dark void was crossed,
And I was tossed in my sleep.
And did I see a magic horse called
Wildfire, or was that the dream?
Wildfire, WIldfire!
Deep within my mind,
So tell me what I find, or what I might become,
If I could go where the dreams come from,
If I could go where the dreams come from!
Wildfire! Wildfire! Wildfire!!!
Só quem não viveu na década de 80 é que não se lembra da Princesa Sara e do Cavalo de Fogo. Se você é um deles, clique aqui para entender e para você mais velhinho que se lembra, clique aqui para ouvir.
Divirtam-se !
:: ALEXANDRE CARRASCO
03:20# Chute o Balde:
Segunda-feira, Setembro 15, 2003
Estagiário, Jr e Trainee
É pessoal, consegui um trabalho de verdade, numa grande multinacional, líder na minha área, do jeitinho que eu procurava. Posso aprender, me desenvolver e de quebra estarei em uma vitrine, fazendo contatos e mostrando o que eu sei, para depois só colher os frutos e ver o que é que dá. É exatamente o que eu queria, exceto pelo fato de ter que diminuir um pouco o salário e aceitar ter o Jr. no final do meu cargo, fato que implica em uma dificuldade extra na realização das atividades diárias.
Com apenas dois dias de trabalho, fui intimado a resolver e pegar um trabalho, impossível de ser feito por uma pessoa, ainda mais no prazo previsto. Mas porque eu? Quer a resposta? Por eu ser Jr, claro. Intriga-me, a missão dada aos estagiários, trainees e Jrs nas empresas. Normalmente os que possuem menos experiência, eles acabam por ter que pegar os piores e mais complicadas tarefas.
Estagiários são por natureza sub-utilizados. São dados a eles as atribuições mais banais e chatas. Pagar contas do diretor, fazer fórum, preencher enormes relatórios, carimbar papéis, embalar caixas e substituir o office boy são as principais atribuições dadas a ele. Seu salário nem possui este nome, é bolsa auxílio. Férias nem pensar, além de serem obrigados a preencher chatos e mentirosos relatórios que devem ser assinados, vistos e revistos pelos setores de estágio das escolas e universidades.
O Jr é sempre o bode expiatório. Além de ser o que ganha menos na hierarquia, normalmente fica com os trabalhos mais difíceis, chatos e impossíveis de serem feitos no prazo. Este pobre coitado além de ser o primeiro a ter a cabeça na linha da guilhotina numa demissão em massa, ainda é o que tem que fazer horas e horas extras, receber ordens dos outros e ter os créditos por tudo que der errado.
O trainee é o cargo mais recente e curioso. Por vezes utilizado como estagiário e por vezes como Jr, o trainee teoricamente é um recém formado treinado para ser gerente.Ele é selecionado de forma ímpar dentre muitos outros e .
após ser contratado, passa por todas as áreas e não faz nada em todas, sendo utilizado neste período como estagiário. Logo após ele passa a terá função do Jr., mas sem ter a experiência do mesmo na área para a qual foi locado. Sempre submetidos a erros e olhares invejosos dos funcionários mais antigos, especialmente supervisores mal informados e incompetentes que temem perder seu cargo. O trainee normalmente tem seu contrato finalizado ao termino de dois anos, sendo obrigado a continuar sua carreira como Jr.
Entendendo melhor agora a lógica destas curiosas contratações, traço como meta virar supervisor, gerente, abrir um negócio ou em última das hipóteses, passar o mais rápido possível para Pleno, como única forma de alcançar uma relativa tranqüilidade
:: ALEXANDRE CARRASCO
02:59# Chute o Balde:
Quarta-feira, Setembro 10, 2003
O Olho mágico
Semana passada recebi uma reclamação. Bem educado, o leitor explicou que gosta muito de ler meu blog, mas que ele não entende muito bem alguns dos textos escritos, por se tratarem de manias nos anos 80, época em que possuía no máximo 3 anos.
Assim, atendendo ao leitor e mostrando que sou alguém antenado com as velhices inúteis das mais variadas épocas, resolvi escrever algo dos anos 90, o "Olho Mágico". Agregando a gregos e troianos, não creio que exista um só leitor deste blog, que não tenha ficado vesgo pra tentar ver as figurinhas que saltavam das folhas de papel dele. Para quem ainda não sabe, o olho mágico era um livro, cheio de figuras misteriosas e indecifráveis, que quando olhados de uma forma peculiar, exibiam figuras tridimensionais.
Não eram todos que conseguiam ver e os que conseguiam faziam questão de ficar falando o que viram, deixando os não tão vesgos morrendo de inveja. Eu, era um exemplo disso, além de pagar o mico, tentava, tentava e nada via.
A técnica era a mais interessante e você poderá testá-la aqui e agora. Consiste em encostar o nariz diante do monitor (não dê atenção ao que os outros irão dizer de vc). Deixe os olhos relaxarem e dirija o olhar para o vazio, como se estivesse olhando através da imagem ( ficar um pouco vesgo, ajuda). Relaxe e acostume-se com a gozação dos amigos no escritório e com a sensação de observar a imagem sem olhar para ela. Quando estiver relaxado, afaste lentamente o rosto do seu monitor a uma velocidade de uns 2,5 cm a cada dois ou 3 segundos. Mantenha o olhar fixo como se olhasse para algo situado além do monitor. Pare à distância em que você costuma ler um livro e continue olhando. Será necessário o máximo de disciplina quando alguma coisa começar a "tomar forma", pq neste momento você instintivamente tentará olhar para a página em vez de olhar através dela. Se isso ocorrer, faça tudo novamente.
Pois é, agora é só tentar e me dizer o que viu. E lembre-se, não ligue para as gozações. Todos já fizemos isso um dia e com certeza ela está vindo de alguém que nunca conseguiu ver nada (como eu).
Magic eye:a new way of looking at the word;EUA; 1993
:: ALEXANDRE CARRASCO
14:01# Chute o Balde:
Terça-feira, Setembro 09, 2003
Podem me xingar, sei que a falta de tempo está detonando este blog que a cada dia fica mais entupido de tirinhas, mas prometo parar para escrever algo mais tarde.
Ale
:: ALEXANDRE CARRASCO
13:09# Chute o Balde:
Segunda-feira, Setembro 08, 2003
Semana da Pátria
Na última semana, mais especificamente no dia 7 de setembro, comemoramos a independência do Brasil. Sem derrame de sangue ou violência, o Grito do Ipiranga, dado por D. Pedro I e proclamado imperador do Brasil, marcou a ruptura da dominação portuguesa sobre nosso país.
Retratado por Portinari e imortalizado por Cecília Meireles, nunca soubemos ao certo a nossa história, a qual nos deixa na dúvida sobre a verdadeira vontade de um Brasil independente ou o atendimento de um capricho de uma elite sedenta de um império no Novo Mundo. Restou-nos apenas a certeza de que a real independência nunca ocorreu e que vemos dia-a-dia e pela nossa história, gritos, que antes fossem de independência, mas que são de desespero.
Vimos os gritos de indígenas dizimados e expulsos de suas terras e de negros escravizados e chicoteados por colonizadores de além-mar. Vimos o grito de crianças que sofrem de desnutrição, de mulheres perdendo seus filhos por falta de assistência médica e de cidadãos que sofrem com a violência enquanto as oligarquias sorriem e tornam estes gritos, fontes de voto e apelos para justificar privilégios.
A cada dia mais submisso e dependente, o Brasil segue seu curso em um regime desumano e injusto. Regime que confina a grande maioria a uma espécie de senzala, onde seus integrantes não são persuadidos pela violência física, mas pela fome, pela falta de moradia, pelo poder paralelo do narcotráfico e pela falta de Educação.
Neste 7 de setembro, adorei ouvir gritos, mas os gritos dos excluídos, dos estudantes e cidadãos descontentes com este sistema injusto e desumano. Acredito nestes indivíduos que cobram ética na política, transparência no uso dos recursos públicos que em nosso país são privados, por efetivas mudanças na política econômica, pela democratização da educação e pelo combate à fome e miséria.
Acredito e serei mais um a gritar e denunciar o que posso, pois somente assim, talvez eu não precise perder meus sábados dando aulas a alunos que não tiveram oportunidade de estudar. Gritarei por melhorias nos hospitais, educação para todos, comida e acima de tudo para que todos possuam dignidade.
:: ALEXANDRE CARRASCO
12:39# Chute o Balde:
Sexta-feira, Setembro 05, 2003
Seção Brega (21)
Amante Profissional
Herva Doce (Roberto Lly)
Alô?
Alô, quem é que tá falando?
É o amante profissional
Como é que você é, hein?
Moreno alto bonito e sensual
Talvez eu seja a solução do seu problema
Carinhoso bom nível social
Inteligente e à disposição
Para um relacionamento íntimo e discreto
Realize seu sonho sexual
Pra qualquer tipo de transação
Sem compromisso emocional só financeiro
E o endereço pra comunicação
Prá caixa postal do amante profissional
Amor sem preconceito
Sigilo total, sexi total
Amante profissional
:: ALEXANDRE CARRASCO
20:23# Chute o Balde:
Quinta-feira, Setembro 04, 2003
Até quando será permitido sonhar?
Estava pensando e resolvi compartilhar com vocês sobre o caminho que me levou a fazer o que hoje faço. Sei que sou de uma época diferente em que as crianças sonhavam ter profissões e elas eram um pouco diferentes de pagodeiro, traficante e jogadores de futebol. Não que eu hoje seja grande coisa e não sou, mas o caminho percorrido é no mínimo estranho.
Arqueólogo foi minha primeira escolha. Embalado por "Indiana Jones" e o filme "Os caçadores da Arca Perdida", achava que ser arqueólogo era tudo de melhor. Aventura, diversão, mistérios resolvidos e tudo sempre correria bem, pois este era o destino do arqueólogo. Eu viajaria o mundo, iria fazer escavações no Egito, depois mudaria para a Amazônia onde mais mistérios me aguardava. Hieróglifos e cripografia seria minha vida.
Sabe-se lá porque um dia alugaram um filme. Era um documentário, não me lembro o nome, mas sei que era sobre o Egito. No documentário, eram mostradas as escavações de uma das pirâmides. Os arqueólogos pegavam estes pedaços de objetos, limpavam com um pincel, guardavam em sacos plásticos, etiquetavam e colocavam em pequenas gavetas, dispostas no canto de um container, localizado no meio do nada. Perguntei ao meu padrinho, se eles eram arqueólogos e a resposta foi afirmativa. Meu mundo havia caído. Havia descoberto que o Indiana Jones era um ator, não um arqueólogo.
Resolvi então ser astronauta. Era maravilhoso vê-los brincando com a comida que boiava como se estivesse na água, mas sem desmanchar e sem ficar molhada. Até ver algo explodindo na TV. Na época não sabia se era um foguete ou um satélite, ou se carregavam pessoas ou não. O fato é que desisti na mesma hora, pois não queria virar torrada. Além disso, o custo benefício não compensaria, era muito risco para poder brincar com a comida e usar um super computador. Eu já tinha um Atari. Estava bom.
Foi aí que então resolvi ser piloto de Fórmula 1. Eu era o Nelson Piquet e a Brabaham minha equipe preferida. Via todas as corridas até ver um piloto perder o controle e bater num muro. O que me obrigou mais uma vez a mudar de profissão.
Resolvi ser cientista, enchi o saco e ganhei um kit que continha vários elementos químicos e diversas experiências para se fazer. Fiz todas e enjoei e passei a inovar. Tentava fazer detergente pegar fogo, afogava indefesas formiguinhas no Ajax com água que soltava um cheio ruim até o dia em que injetei uma seringa de cândida no rabo do gato, que acabou ficando eternamente duro. Onde fiquei me sentindo cruel e decidi largar a profissão.
Tentei depois ser mágico. Nisso eu já tinha uns 10 anos de idade e acabei por abandonar o barco. Quando aprendia uma mágica eu a repetia por diversas vezes e todos acabavam descobrindo o segredo e não tinha mais graça fazer. Engraçado que até hoje sei algumas e disponho do meu kit "O mágico Profissional", ganhado ao custo de muito chororô, ao lado do quiosque no shopping Center Norte.
Depois disso passei a ser um pouco mais normal, fiz um curso técnico em eletrotécnica. Comecei fazer cursinho e veio a maior crise da minha vida. Ser Filosofo ou Engenheiro? Resolvi fazer Tecnologia Elétrica. Mais curto que Engenharia, poderia terminar e começar a fazer Filosofia, curso que ainda farei.
Do nada, passei a me interessar por qualidade. Tratei de conseguir o máximo de trabalho e experiência na área e logo mudei definitivamente da eletrônica para a qualidade de onde não gostaria de sair tão cedo.
Agora estou desempregado. Procuro emprego na área de qualidade e não sei se encontrarei. Estou preste a voltar para a eletrônica e tenho apenas uma certeza, a de ter me tornado mágico por conseguir fazer bater minha conta bancária no positivo este mês. Só espero que a situação não se agrave e que nossos filhos tenham ao menos a opção de poderem sonhar, igual a que eu tive e que quero continuar tendo.
:: ALEXANDRE CARRASCO
02:24# Chute o Balde:
Terça-feira, Setembro 02, 2003
E foi assim que tudo começou
Há alguns dias, parei em um farol. Uma menina aproximou-se do meu carro e perguntou se eu tinha algum livro em casa, que eu não usava mais, para ela ler. Disse que tinha e iria separar alguns deles e que na próxima vez que passasse naquele lugar, os levaria.
Hoje, voltando de uma entrevista de emprego, parei no mesmo farol. A menininha correndo, veio até o carro e perguntou eufórica: - Tio, você separou o livrinho pra eu ler? Envergonhado disse que não havia separado, mas que eu estava indo para a casa para separar e voltava para entregar-lhe os livros ainda hoje. Combinamos o horário e lá fui eu separar os livros.
Na hora de separar me deparo com muitas lembranças da minha infância. Época em que Harry Potter não estava nem nos sonhos, em que se jogava telejogo e Atari e ainda brincava-se de pega-pega ou polícia e ladrão de bicicleta e na rua.
O primeiro livro que lembro-me de ter lido foi o "Menino Maluquinho", do Ziraldo e que faz sucesso até hoje. Depois deste, acho que não parei mais. Logo em seguida li "João e o Bicho-Papão", do Sinval Medina, todo escrito em versos, que hoje sei, parecia literatura de cordel.
O livro "O Gênio do Crime", de João Carlos Marinho, foi o grande marco. Lembro-me exatamente das aventuras de Berenice, Bolachão, Edmundo e Pituca, desvendando o mistério das figurinhas falsificadas que eram vendidas por cambistas. Demais!
Depois disso nada me segurava. E dá-lhe Série vaga-lume. Pois é, ela ainda existe. E duvido que exista uma pessoa da minha época que não leu pelo menos um livro da série. O meu preferido era de longe o "Escaravelho do Diabo", de Lúcia Machado de Almeida, que se tratava de uma estória policial onde um rapaz morreu com uma espada cravada no peito e logo em seguida todos os ruivos da estória passaram a serem assassinados logo após receberem um escaravelho.
A série vaga-lume também tinha outros "clássicos". Tinha o "Mistério dos Cinco Estrelas", "Cabra das Rocas", "O Caso da borboleta Atíria" e "As aventuras de Xisto" entre um monte de outros livros, de autores que não me lembro o nome agora, mas que para minha idade eram demais. Na capa dos livros da série, vinha uma lista com todos os livros da coleção com quadradinhos ao lado para marcar o que já se tinha adquirido. Eu não podia ir ao Carrefour que fazia minha mãe comprar um novo. Não cheguei a completar a coleção, mas contei 26 livros hoje, quando fui fazer a minha separação.
Depois disso não parei mais, aumentaram o número de livros, de páginas e a complexidade deles. Quer me dar um presente, dê-me um livro. Adoro recebê-los e mais ainda lê-los. E tomara que estes poucos livrinhos que eu estou separando para a menina, cumpram seu papel e mostre a ela novos horizontes, tão bons ou melhores que os para mim revelados.
Para minha felicidade, a série vaga-lume ainda existe e é comercializada no site da Editora Ática.
:: ALEXANDRE CARRASCO
18:53# Chute o Balde:
Segunda-feira, Setembro 01, 2003
O tempo, ou a falta dele
Antes de qualquer coisa, peço desculpas pela falta de atualização no blog dos últimos dias. Alguns notaram e até mandaram e-mails cobrando novos posts, mas é que a coisa ficou um pouco mais corrida e precisei dar algumas prioridades. Podia até reclamar da minha falta de tempo, mas prefiro não fazê-lo e apenas falar sobre ele.
Estamos sempre correndo atrás do tempo perdido. Quando vemos, acabou o dia, o almoço, o ano, a festa e não fazemos nada. Muitas vezes aguardamos o melhor momento e este nunca chega o que faz com que tenhamos que gastar mais dele para que possamos conseguir o que sempre buscamos, ou seja, a felicidade.
O tempo transcende nossos cronômetros e agendas. Aparecendo e desaparecendo durante todo o tempo, ele esconde-se nos lugares mais difíceis e quando deixamos que ele passe, não adianta correr, pois não o alcançaremos. Assim, a sapiência não está em saber usá-lo, mas sim em não deixar que ele passe em vão.
Aproveite seu tempo. Acorde cedo, acorde tarde, leia um livro, cante uma música, faça uma viagem, trabalhe um pouco menos, aprenda uma pouco mais, beije sua amiga, converse sem olhar no relógio, almoce sem falar de negócios. Faça o que for preciso para que ele seja útil e traga felicidade, pois a única coisa que desejaremos quando estivermos mais velhos é ter uma chance de voltar atrás e fazer tudo o que não fizemos. Chance, que infelizmente nunca teremos.
:: ALEXANDRE CARRASCO
14:31# Chute o Balde:
Sábado, Agosto 30, 2003
E o pior é que tem um monte de gente assim.
:: ALEXANDRE CARRASCO
05:42# Chute o Balde:
Quarta-feira, Agosto 27, 2003
Felicidade a todos
Eu era pequenininho cresci um pouquinho e fui crescendo. Ano após ano, bolo após bolo, dia após dia e um hoje completo 25 aninhos.
Nunca fui muito de comemorar aniversários. Aniversários são sempre datas ambíguas e ambivalentes. Por um lado nos faz repensar a vida, remetendo-nos a todos os planos não cumpridos, projetos por fazer e tempo que perdemos. Por outro é dia de felicidade, dia de ganhar presentes e receber mensagens carinhosas de amigos, de planejar e iniciar novas fases, atingindo novos horizontes e começar para superar grandes limites, derrubando antigos tabus.
Embora a vida esteja me pregando uma peça e acabe me tirando muito dos motivos que eu possa ter para comemorar, ainda sei que tudo pode ser revertido. Mesmo com meu limite emocional sendo testado a cada instante, sei que conto com o apoio de pessoas maravilhosas ao meu lado sempre dispostas a me ajudar e sei que sozinho posso reverter muitas das coisas que não considero boas e que até agora insistiram em permanecer.
Assim, quero aproveitar mais este momento somente pra fazer agradecimentos. Agradeço a todos que já me ligaram e alguns outros que me ligarão durante o dia, a todos os amigos que se lembraram de mim e que de certo modo sempre promoveram meu crescimento e me propiciaram bons momentos. Agradeço a todos que tentam um mundo melhor, uma vida melhor e pensam no próximo o que não inclui Deus. Agradeço a todos que acreditaram em sonhos que não necessariamente eram seus e principalmente àqueles que tem na vida uma oportunidade de melhoria, aprendizado e tentam incansavelmente alcançar a felicidade, pois estas pessoas sim, fazem do mundo algo melhor.
:: ALEXANDRE CARRASCO
12:43# Chute o Balde:
Terça-feira, Agosto 26, 2003
O incêndio
Todos os seus brinquedos estavam ali. Cada um com sua vida e estória. Nestor era o carneiro, o casaco do urso Caconde era feito de sua lã. O brutamontes levava os dois para o veterinário e quando não precisavam ir, eram carregados botijões de gás vendidos para a família de bonecos. Controlado por controle remoto, Brutamontes ainda levava as bolinhas de gude em sua carroceria, sempre que requisitado. Pan, o pandinha era o preferido, companheiro durante o despertar, ele o defendia durante o sono daqueles monstros horríveis que os adultos dizem que existe, mas que ele nunca havia visto, pois Pan ficava atento cuidando de sua segurança. Bastava apenas a lembrança e a certeza de que ele estaria por perto e tudo ficava bem, a coragem dobrava e a esperança se renovava.
Tinha apenas oito anos e foi à escola. Na volta, correria e gritaria. Estava ocorrendo um incêndio em sua casa que atingira seu quarto e parte da sala. Labaredas rubras e calor, o céu ficou negro. Bombeiros vestidos de vermelho jogavam água em direção à sua casa.
Não foi possível salvar nada, o incêndio havia acabado com seu quarto e parte da sala. Sobraram apenas escombros e cinzas malcheirosas.
Um morador dizia: -Felizmente ninguém morreu. Como não? E o Pan? E o Nestor? Morreu tudo que possuía em si. Suas forças, lembranças e esperança eram agora cinzas. E ele, sempre protegido pelo PAN, não pode fazer nada. Quando ele mais precisou.
:: ALEXANDRE CARRASCO
03:10# Chute o Balde:
Segunda-feira, Agosto 25, 2003
O silêncio
"Sou o dono da palavra: depois que eu falo, a palavra é minha dona." (Ibn Gabirol)
Poucas atitudes podem ser mais complexas que o silêncio. Em algumas situações, ela causa infinita agonia e em outras pode ser mais sábio do que qualquer palavra que possa ser pronunciada. Ele pode dizer sim, não, agradar, apavorar, ajudar e ignorar sendo, mesmo assim, sábio.
O silêncio cria situações. Faz a imaginação voar e a fantasia tomar proporções nunca antes vistas, tanto boas como más, dependendo apenas da expectativa do interlocutor.
Há momentos em que o silêncio nos faz crescer. Nos permite aprender, refletir e meditar. Em uma conversa com alguém sábio, por exemplo, nada melhor que calar e ouvir de modo a absorver o máximo de informação possível.
Também existem os momentos em que não temos o que dizer. Como consolar a amiga que está sem o namorado ou o amigo que acabou de perder um ente querido. As palavras para estas horas são poucas e pouquíssimos são os que as sabem usar. São momentos em que estar presente pode ser muito mais importante que milhares de palavras.
Até um tolo que sabe usar o silêncio torna-se um sábio. E eu paro aqui, com a esperança que o silêncio me faça redimir destas palavras e traga respostas à tudo que agora sinto.
O Silêncio (Piedade Araújo Sol)
Silêncio
Nas palavras
Nos olhares
Na esperança
Silêncio
Num futuro incerto
Numa promessa muda
Num momento
Silêncio
Num dia qualquer
Num sorriso
Que vale mais que todas
As palavras possíveis do mundo
:: ALEXANDRE CARRASCO
11:24# Chute o Balde:
Domingo, Agosto 24, 2003
Quando eu tiver uam filha quero que ela seja igula à Mafaldinha. Eita menina esperta. Sabe tudo!
:: ALEXANDRE CARRASCO
15:26# Chute o Balde:
Sexta-feira, Agosto 22, 2003
A idiotice dos "flashmobs"
Posso estar sendo redundante, mas você já ouviu falar dos "flashmobs"? Sim, é a última moda na Europa e EUA. Os "flashmobs" consistem em um grupo de pessoas que inesperadamente reúnem-se para realizar algum gesto ou "performance artística" dispersando-se rapidamente logo após o ato, combinado antecipadamente por e-mail ou celular (SMS).
O ato tem como único objetivo chamar a atenção e impressionar pelo caráter instantâneo e inesperado do ato. Mas você deve estar se perguntando: Para que? Eles não têm ideologia? Eles não têm mais o que fazer? A resposta é não. Estranho né? Mas é isso mesmo.
No Brasil já tivemos alguns. Um deles na avenida Paulista, onde os participantes atravessaram a rua, tiraram seus sapatos, bateram no chão e sumiram. Em outro, os participantes pararam próximo à um telão, tiraram um controle remoto, bateram palmas e sumiram. Qual o motivo? Nenhum. Apenas chamar a atenção.
Sei que cada um tem o direito de manifestar-se e fazer o que bem entender. Eles não fazem mal a ninguém e tampouco causam prejuízos à sociedade, mas poderiam aproveitar seus protestos baratos em prol de causas nobres.
Está na hora de começarmos a lutar por nossos problemas. Aproveitem os protestos, mesmo que simples e baratos, para o bem da sociedade. Podemos nos unir para realizar uma grande doação de sangue e depois beijar a testa da enfermeira. Poderíamos nos unir para solicitar melhores escolas, na frente da prefeitura com uma cartilha de primeira série, gritando A-E-I-O-U durante 30 segundos ou então simplesmente mostrar-nos descontente com a sujeira da cidade limpando uma movimentada praça e espalhando plaquetas por ela onde estariam escritos: "Pagamos nossos impostos e ainda limpamos as praças". São apenas alguns poucos exemplos de ações que podemos ter e que unidos, podemos até mudar situações reais.
Este tipo de manifestação, gratuita e sem sentido, apenas agrada aos seus participantes e aos nossos governantes que tem no movimento o tamanho da idiotice da população que governam. Desta forma, sugiro aos participantes que ainda decidirem por realizar protestos baratos que desqualificam os protestos reais, que façam mais um "flashmob". Matem-se, um a um. Não é necessário mais que 30 segundos e garanto que serão lembrados para sempre, como os idiotas que defendiam causa nenhuma e assim, nada mudaram.
:: ALEXANDRE CARRASCO
13:39# Chute o Balde:
Quinta-feira, Agosto 21, 2003
Diálogos Curiosos (10)
Marcia- Que linda samanbaia, sua mãe vai gostar.
Giovani, 6 anos- Minha mãe tem uma igual, na parede.
M- A da sua mãe é de plástico e esta é de verdade. A de verdade é mais bonita, tem vida e a de plástico não tem.
G- Mas plástico dá para fazer carrinho e planta não.
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Diálogos Curiosos (9)
Em uma loja de brinquedos:
Alexandre- Por favor, o senhor poeria me informar onde estão os quebra-cabeças?
Vendedor- Sim, para quel idade?
A- 24 anos!
V- Estou falando sério!
:: ALEXANDRE CARRASCO
17:01# Chute o Balde:
Terça-feira, Agosto 19, 2003
Você tem certeza do que está fazendo?
Todos irão concordar comigo que um relacionamento amoroso, seja ele qual for consiste em ajuda mútua, amor recíproco e um infinito somatório de qualidades e interesses. E, levando em consideração o aspecto de soma e crescimento mútuo que ele deveria proporcionar, torna-se, no mínimo incompatível, algumas atitudes que alguns tomam, tão logo passam a enamorar-se. Ações por vezes inconseqüentes e que num breve futuro podem trazer mais inconvenientes que benefícios, ainda mais numa época em que a efemeridade nos relacionamentos é crescente.
Uma destas ações e a que vejo com mais freqüência é o afastamento dos amigos. Os casais se isolam em um mundo próprio, ignorando os que antes o acolhiam e os auxiliava nas más horas. Festas e atividades que costumeiramente davam prazer a ambos deixam de serem feitas junto aos amigos, apenas para agradar uma postura egoísta e insegura do parceiro. A incoerência chega a ser tão grande que telefonemas deixam de ser dados, segredos que nunca antes eram guardados passam a ser, desfazendo-se aos poucos os elos de amizade obtidos a custo de muito tempo e esforço.
Além do próprio relacionamento, quem mais perde com isso é a amizade, quase sempre mais duradoura e fiel que o relacionamento sustentado nos pilares da insegurança e intolerância. Desta forma pense muito antes de se separar dos seus amigos. Largar o futebol do domingo com o pessoal da faculdade ou o sorvete apenas com as amigas no sábado à tarde, pode ter conseqüências muito maiores e mais cruéis no longo prazo do que as que conseguimos imaginar. E caso ainda decida largar, tenha certeza de que sabe o que está fazendo, pois eles podem não estar mais ao seu lado, quando você mais precisar.
:: ALEXANDRE CARRASCO
14:43# Chute o Balde:
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